domingo, 14 de Agosto de 2005
A ALMA DO TIBETE
«Choro sempre que posso.»
Richard Gere
Agradeço ao Canal História (Biography Channel) mais um reencontro feliz com o meu sublime companheiro de jornada, o 14º Dalai Lama.
Vi três vezes o documentário da CBS News, produzido por Patti Hassler e lamento não o ter em vídeo para o reler (rever) de vez em quando.
Se de videoteca do gato falamos, tenho de contar com os dois filmes de Hollywood citados no documentário «A Alma do Tibete» e que são:
«Kundun», de Martin Scorcese
Sete Anos no Tibete, com o actor Brad Pitt e de que não me lembro aqui o realizador.
Outras pistas de viagem confirmadas na belíssima biografia da CBS: Richard Gere, o actor que é amigo pessoal do Dalai Lama;
Gandhi, uma das figuras adoradas pelo Dalai Lama;
Indira Gandhi e Pandit Nehru que, apesar de tudo, o acolheram na Índia e aos 100 mil refugiados.
***
Pela síntese que consegue e a grafia correcta de algumas palavras em tibetano(?), o texto da jornalista Sónia Correia dos Santos, no «Diário de Notícias» de 12 de Agosto de 2005, merece todo o destaque.
Até porque foi por ele que eu soube do documentário no Biography Chanel. Agradeço à Sónia e dedico-lhe esta página do meu blog.
««Dalai Lama Tenzin Gyatso nasceu em 1935, oriundo de uma família de camponeses, numa pequena aldeia situada no Nordeste tibetano.
Com apenas dois anos foi reconhecido como a reencarnação do seu predecessor. Os dalai-lamas são manifestações vivas do Buda da Compaixão, que tomou a decisão de renascer para servir, uma vez mais, a humanidade.
Dalai significa Oceano em mongol e Lama é Tibetano para alta reencarnação, e várias vezes referido por "Oceano de Sabedoria", um título dado pelo regime mongol à Altan Khan (o terceiro Dalai-Lama) e agora aplicado a cada encarnação.
Os dalai-lamas são mostrados como sendo a manifestação de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, cujo o nome é Chenre-zig em tibetano. Bodhisattvas são seres de uma sabedoria elevada que se propuseram atingir o nirvana e escolheram renascer para servir a humanidade.
Apesar destas referências pelo mundo todo, os tibetanos, geralmente referem-se a Sua Santidade como Yeshe Norbu, a Jóia, ou Kun-dun, a Presença.
A cerimónia de reconhecimento do XIV Dalai-Lama teve lugar a 22 de Fevereiro de 1940 em Lassa, a capital do Tibete. Dez anos depois, quando a China invadiu o território tibetano, com apenas 16 anos e mais nove de estudos religiosos por completar, Sua Santidade teve que assumir o poder político total.
Em Março de 1959, durante o Levantamento Nacional do Povo Tibetano contra a ocupação militar chinesa, partiu para o exílio.
Desde então, tem vivido nos Himalaias, em Dharamsala, na Índia, sede oficial do Governo tibetano no exílio, uma democracia constitucional instituída em 1963.
Na última década, o Dalai-Lama tentou estabelecer o diálogo com os chineses. Propôs o Plano de
Paz em Cinco Pontos em 1987/88, que poderia ter estabilizado toda a região asiática, e foi louvado por estadistas e especialistas em legislação no mundo inteiro.
O 14.° Dalai-Lama, ao contrário dos seus antecessores, que nunca viajaram no Ocidente, continua as suas viagens à volta do mundo, apelando à bondade, à compaixão, ao respeito para com o meio ambiente e sobretudo à paz no mundo.
Para além de uma extensa bibliografia, o líder espiritual já recebeu vários prémios honorários nos diversos países em que discursou, sendo o mais importante de todos o Prémio Nobel da Paz, recebido em 1989, graças ao reconhecimento da Academia Norueguesa relativamente às tentativas e esforços do Dalai-Lama em benefício da paz mundial.
Tenzin Gyatso continua a exercer a sua função de líder espiritual do budismo tibetano, que nos últimos anos encontrou famosos seguidores, como Richard Gere.»»
Além das palavras-chave registadas no texto de Sónia Correia dos Santos, registo algumas outras:
100 mil refugiados
doutoramento da divindade
criação de uma nação (governo) no exílio
Pandit Nehru não compromete a Índia a apoiar abertamente o Tibete contra a China
Guerra sino-indiana
Religião é um veneno (mao-tse-tung)
Resistência activa não-violenta
Um homem só contra o Golias da China
Massacre da Praça de Tianamen
Escrituras tibetanas
Os livros relacionados que conservo na biblioteca do gato já se encontram registados em outra notícia deste blog intitulada «buda».
Também referi o Dalai Lama no meu site «gatodasletras».
ANTÓNIO CABRAL, MEU AMIGO:
POETA E ESTUDIOSO DO FENÓMENO LÚDICO
quarta-feira, 10 de Agosto de 2005
Desde os tempos do quinzenário «A Planície» (anos 50) que conheço o António Cabral e houve tempo em que nos escrevíamos regularmente e sabíamos um do outro.
Cheguei a colaborar na página literária que ele coordenava em Vila Real de Trás os Montes, no semanário «Ordem Nova», e não sei se nos encontrámos pessoalmente em Lisboa alguma vez.
Files relacionados com o nome de António Cabral podem ser encontrados no meu
porta-arquivos
do yahoo.
O file inclui os dois poemas que publiquei no suplemento literário do jornal «Ordem Nova» , dirigido por António Cabral, em 1958.
Um deles, « quem sabe definir-te», é-lhe dedicado.
António Cabral foi um dos 79 poetas incluídos na antologia «Poesia Portuguesa do Pós Guerra» (1965, Editora Ulisseia), organizada por Serafim Ferreira e Afonso Cautela.
Também no jornal «Ordem Nova», 11.8.1957, António Cabral publicou uma entrevista comigo sobre «convívio, actividade nuclearista da cultura e «a planície», arquivada nas pastas do meu espólio pessoal.
Conservo cartas suas no meu espólio.
***
Tive hoje a sorte de encontrar, no alfarrabista Gilberto, um livro seu que já há muito procurava : «Jogos Populares Portugueses», editorial Notícias, 3ª edição (Julho de 1998) é o título que vou acrescentar à minha Biblioteca, onde apenas figurava o romance por ele publicado em 1989, «Memória Delta».
Registo a nota biográfica que acompanha o volume, bem como a foto do autor:
«António Cabral nasceu em Castedo do Douro (Alijo), em Abril de 1931.
Licenciado em Filosofia, pela Universidade do Porto, é delegado do Inatel em Vila Real de Trás os Montes, depois de ter sido professor.
Iniciou a vida literária na poesia, com destaque para os livros Poemas Durienses (1963), Os Homens Cantam a Nordeste (1967) e Bodos Selvagens (1997). No âmbito da ficção, merecem referência os romances Memória Delta (1990) e a Noiva de Caná) (1995), bem como a peça de teatro O Herói (1964 - 2.° prémio da Academia Teresopolitana de Letras).
De referir, entre os inúmeros ensaios, Teoria do Jogo (1990), Jogos Populares Portugueses de Jovens e Adultos (1991) e Jogos Populares Infantis (1991), que projectaram além-fronteiras o interesse pela recolha e estudo do jogo popular e do fenómeno lúdico.»
Foto de António Cabral e um texto seu sobre o fenómeno lúdico, de que é um investigador veterano, podem ser vistos no site seguinte:
http://www.colectividades.org/elo/025/p07.html
Mas digno da obra e da personalidade de António Cabral (autor dos poemas durienses) é mesmo o site arte «azul- rumos» - para difusão das belezas transmontanas e da capital da província de Trás-os-Montes, Vila Real:
http://sapp.telepac.pt/rumos/autores.html
A visitar sem falta.■
sábado, 6 de Agosto de 2005
Dando preferência aos meus mais antigos companheiros de jornada, o nome de Frederico Nietzsche aparece entre os primeiros, com Fialho, com Fritz Khan, com Wanda Wassilewska (o romance «Arco-Íris» sobre a resistência soviética ao invasor nazi), pois todos esses li na minha casa de Ferreira do Alentejo e a ela os meus verdes anos ficaram ligados.
As leituras de Nietzsche eram matéria de rija discussão com o meu amigo Joaquim Lúcio Duro, que também o tinha como autor de cabeceira.
Alguns livros desse tempo foram-se perdendo, mas outros persistem tão vibrantes como então. É o caso de Nietzsche, um caso obsessivo que nunca deixou de me emocionar mesmo nas traduções «gauche» da Guimarães ou talvez por isso. E pelos prefácios de José Marinho e Álvaro Ribeiro que, tenho a certeza, viciaram muita gente no solitário de Engandine.
Se tivesse que eleger 3 títulos entre os que ainda guardo na minha biblioteca do Gato, seriam, talvez, A Origem da Tragédia, as cartas inéditas e , claro, o Ecce Homo.
sábado, 6 de Agosto de 2005
A MINHA SAUDADE DE PASCOAES
O livro que o meu amigo A . Cândido Franco me ofereceu (*), em Outubro de 2003, torna inadiável neste blog a minha referência a Teixeira de Pascoaes e faz com que eu vença esta minha inércia para falar daqueles de quem mais gosto.
Sempre me é difícil falar daqueles que mais me disseram e ensinaram, como foi o caso de Pascoaes, tanto como Fernando Pessoa.
O pouco que inseri no meu site «Gato das Letras» foi o muito que consegui, com grande vergonha minha, escrever sobre Pascoaes.
Hoje é mesmo para quebrar esse silêncio e vos remeter para duas referências, qualquer delas de 5 estrelas:
1. O livro de A . Cândido Franco, «Teixeira de Pascoais – Espólio Manuscrito na Biblioteca Pública Municipal do Porto» (*)
2. O livro de Maria da Glória Teixeira de Vasconcelos, «Olhando Para Atrás Vejo Pascoaes», Ed. Livraria Portugal, Lisboa, 1971
(*) Em destaque e com muita honra, a dedicatória que Cândido Franco escreveu no seu precioso livro editado pela Câmara Municipal do Porto:« Ao Afonso Cautela, leitor antigo de Pascoaes, oferece com lembrança amiga o seu A . Cândido Franco, Lx., Outubro de 2003.»
O retrato de Columbano, que ilustra este dia do meu blog, foi digitalizado do livro de Maria da Glória Teixeira de Vasconcelos
quinta-feira, 4 de Agosto de 2005
O MEU AMIGO IVAN ILLICH
No meu site «Gato das Letras», inseri textos meus – inéditos e publicados - de várias épocas: 1972, 1974, 1980 e 1981.
Ivan Illich foi a minha doce e persistente obsessão, sem ele eu não teria escrito nem metade nem um terço do que ousei escrever contra o establishment, a tecnocracia e a manipulação do homem pelo homem.
O número 9, da minha colecção «Mini-Ecologia», Edição «Frente Ecológica» (1976) foi uma dessas minhas proezas.
Uma única pasta, nº 56 (bola azul) , do meu espólio pessoal, conserva recortes, manuscritos e dactilmanuscritos dessas minhas proezas.
No meu
porta-arquivos
do Yahaoo pode ser encontrado o frontespício dessa pasta nº 56, que aqui deixo desformatado, a ver se resulta:
***
= leituras selectas – espólio ac à vista
Sexta-feira, 16 de Julho de 2004
AO ESCRUTINADOR DO ESPÓLIO AC
AFONSO CAUTELA
O MEU AMIGO IVAN ILLICH
ESTA PASTA EM 16 DE JULHO DE 2004
PUBLICADOS
-2-1975 – Nós os fósseis de amanhã , in jornal
«encontro»
1976 – a idade solar : ivan illich e wilhelm reich – col.«mini-ecologia», nº 9
2-10-1980 – ac entrevista ivan illich , in «portugal hoje»
16-4-1981 – nem só de trabalho vive o homem , inCPT
29-1-1982 – ivan o terrível: profeta das alternativas, in «voz da amadora»
3-8-1985 – trabalho-sombra, in CPT
FILES:
@
SÉRIE «BIG NAMES»
@
PAÇO DE ARCOS
2004
***
Publiquei a entrevista com Ivan Illich no jornal «Portugal Hoje» (2/10/980), o que, escusado será dizer, muito me honra.
Acho que digitalizei para o meu site um texto de cinco estrelas - «Nós, os Fósseis de Amanhã», que publiquei no jornal «Encontro» (Fevereiro de 1975) e de que guardo o amarelecido original.
Nem só de fotocópias vive o meu espólio, claro!
Guardo tudo isto mas para minha vergonha conservo apenas um título seu: «Limites para a Medicina», que me contagiou da doença de que hei-de carpir-me toda a vida: o meu ódio à medicina iatrogénica!
A que, para piorar, chamei, em título genérico, de «Mein Kampf».
Sem Ivan Illich talvez eu tivesse sido um tipinho bem mais feliz!
A ele agradeço (e a alguns outros) não ter sido um tipinho feliz.
quinta-feira, 4 de Agosto de 2005
AO MEU COMPANHEIRO MICHIO KUSHI
Michio Kushi: outro companheiro inseparável dos meus dias e das minhas leituras.
Assisti, em Lisboa, a todos os seus seminários, li, reli e tresli todos os seus livros traduzidos em português (são muitos, felizmente!) e até em inglês, de fio a pavio, essa obra-prima de Ecologia Humana que se chama «Aids, Macrobiotics & Natural Immunity»: pelo prefácio (dois terços do livro) de Martha C. Cottrell tanto como do próprio texto do Michio.
No meu site «Gato das Letras» transcrevo o possível de inéditos e publicados por mim sobre Michio.
O encontro com o seu livro sobre alquimia foi outro deslumbramento, pouco partilhado pelos gurus do meio macrobiótico. No meu site registei os títulos que guardo sobre Michio, Oshawa e dialéctica Yin-Yang.
Escusado dizer que com o meu código [-yy ] = yin-yang, existem duas centenas e meia de textos word, prova da perseguição cerrada que fiz, ao longo dos anos, ao Michio, a Oshawa e ao Yin-Yang em geral, a única bússola que não se partiu ao longo dos meus longos e persistentes nigredos, em que o de 2004 se destaca pelo episódio inédito de três ou quatro hospitalizações...
Ao escrutinador do meu espólio deixo a indicação da pasta dedicada a Michio Kushi: preta vulgaris, nº 45 (bola azul), com o célebre caderno «Transmutações Atómicas», editado pelo Instituto Kushi de Francisco Varatojo. Para quem tenho aliás e também uma imensa dívida de gratidão, especialmente se falarmos dos meus nigredos...
Ver meu
porta-arquivos
do yahoo
e
meu site
gato das letras
O MEU IRMÃO FRANZ KAFKA
quinta-feira, 4 de Agosto de 2005
Se há companhias inseparáveis que de longe vêm, Franz Kafka é, com certeza, um deles.
Além dos «Diários», de 1953, na edição argentina da Emecé - o seu livro que mais me marcou - , os outros títulos deviam estar incluídos.
Parte do que escrevi, entre inéditos e publicados, está no site «Gato das Letras». Documentos manuscritos e dactilmanuscritos, podem ser confirmados no meu espólio, pasta preta Aème, nº 31 (bola azul).
Também no
porta-arquivos
do Yahaoo deixo o que havia digitalizado.
E também no meu
Site
«O Gato das Letras».
Quando se trata de Kafka, regra geral fico sem palavras. Por isso, hoje, o meu tributo fica por aqui.
Nada impede que volte mais vezes, porque sempre volto a Kafka, eterno retorno de um destino irmão. Seria mesmo um discurso que eu, um dia (quando?) ainda gostaria de imitar.
Por tudo isto e por muito mais, é o momento de o inserir nesta galeria de amigos e companheiros de jornada.
Guardo 14 títulos seus, na «Biblioteca do Gato», mas o principal é mesmo o tesouro da edição dos «Diários», compilados pelo famoso Max Brod, em tradução para a língua espanhola da editora argentina Emecé.
segunda-feira, 1 de Agosto de 2005
ANTÓNIO QUADROS, O JORNAL «57» E EU
Data, pelo menos, de 1957, a amizade que me ligou ao escritor António Quadros.
Aceitou-me no jornal «57», que dirigia e onde colaborei com vários artigos.
No quinzenário «A Planície», de Moura, escrevi sobre um livro seu que muito me interessou: «A Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade» (1956).
É um dos documentos que deixo no meu site «O Gato das Letras», secção «Lugar aos Amigos» .
Mas os melhores documentos são manuscritos e dactilmanuscritos, dele e meus, que guardo para a história na pasta preta vulgaris, Nº 48 (bola azul) do meu espólio.
Além das cartas trocadas entre nós, há uma dactilografia minha, extensa, sobre o jornal «57» , e que nunca talvez venha a saber se foi publicada: é provável que sim, porque se trata de uma cópia a papel químico do original
As minhas dissidências com a gente d’ A Planície, nunca com o Miguel Serrano mas com o núcleo do Porto que se tornou dominante no jornal, começaram exactamente por essa minha amizade com António Quadros. Para os esquerdistas meus «amigos» era proibido escrever sobre o filho de António Ferro e colaborar no jornal por ele dirigido.
Anos mais tarde, num dos meus muito desempregos, foi ele, como director das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian, que me deu oportunidade de trabalhar na itinerante de Tavira.
Volto sempre a ler os seus livros, incluindo aqueles em que estuda a filosofia portuguesa e não preciso de dizer que concordo com a maioria das suas teses, correctíssimas num país de intelectuais desalmados, para não dizer de «estrangeirados» sem remédio.
Voltarei sempre que possível a reler o António Quadros, repertório inesgotável de ideias e lucidez inexcedível.
A sinopse biográfica de António Quadros (1923-1994) no quadro da filosofia portuguesa, pode ser visto no site do Instituto Camões:
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/filosofia/1910g.html
GATOS E FIALHO: UM REENCONTRO DE SEMPRE
Nesta galeria de autores (e livros) que foram meus amigos e de quem fui amigo, deverá ter lugar mais do que especial o meu primo Fialho de Almeida, que li desde, pelo menos, os meus 10 ou 12 anos. O meu pai tinha todos os seus livros, na edição da Clássica e que ainda conservo.
Se não os li a todos, foram pelo menos alguns dos primeiros que preencheram as minhas leituras, até de madrugada, na nossa casa de Ferreira do Alentejo.
Não perdi muitos títulos desse tesouro, acrescentei algumas edições mais modernas e escrevi textos que não seriam todos os que, por gratidão e devoção, quereria ter escrito sobre o meu primo e amigo Fialho.
Em rascunho que anexei a vários recortes com fotos de Fialho, escrevi esta pequena anotação:«herdei-lhe alguns genes, até porque nasci exactamente 9 meses depois dele se suicidar, entre Vidigueira e Vila de Frades».
Não quero deixar de registar a mais recente alegria que me foi dada: o livro «O Essencial sobre Fialho de Almeida», do meu amigo António Cândido Franco, edição Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Trancrevo a dedicatória: «Ao Afonso Cautela, homenagem amiga do A. Cândido Franco.»
Por agora, deixo apenas esta pequena nota e os textos que tinha digitalizado no meu
porta-arquivos
do yahaoo.
Fialho vai entrar hoje mesmo no meu
site «O gato das Letras»
Podem ligar a um site do Projecto Vercial:
http://web.ipn.pt/literatura/fialho.htm
***
No meu espólio há uma pasta (preta vulgaris) nº54 (bola azul) com recortes alusivos a Fialho, assim como uma outra pasta não numerada com o título «Fialho Morto Querido», com documentos sobre Fialho.
Não hoje mas hei-de fazer um dia, neste meu blog, um link à lista dos arquivos do meu espólio: garanto que é muito papel...
É tempo de recordar, em algumas linhas, o nome de Miguel Serrano, o jornalista e escritor meu amigo, sobre o qual escrevi meia centena de files, a maior parte digitalização de cartas do tempo do quinzenário «a planície», de Moura.
Dos livros que publicou recordo a sua estreia, «O Sinal», contarelos, edição Convívio que acompanhei de perto, desde a escrita manuscrita até à revisão tipográfica.
Apesar da sua febril actividade de jornalista, no «Diário Ilustrado», no diário «República» e n'«O Diário», entre outros jornais, o Miguel não deixou de dedicar algum do seu pouco tempo a escrever livros quase sempre, e no meu entender, maravilhosos. Não disse muito mas disse alguma coisa nos textos que sobre ele escrevi e que irei hoje mesmo colocar no meu site «O Gato das Letras».
Pesquisando o nome de Miguel Serrano na Net, aparecem-me apenas duas referências ao seu nome, e sempre no âmbito de outras áreas: no site do semanário «Notícias da Amadora», por causa do prefácio que ele escreveu a um livro de Orlando Gonçalves e no site «Projecto Vercial» no âmbito de um ouutro autor que merece ali destaque e fotografia.
Digitalizar uma foto do Miguel é o menos que hoje posso fazer para honrar a sua lembrança e dar mostra da minha gratidão a esse companheiro do jornal «A planície»: foi ele, aliás, que me levou para o jornal «República» e me meteu, portanto, na vida de jornalista: para o bem e para o mal, foi assim e por isso estou-lhe grato.
O resto que tenho a dizer sobre o meu amigo irá para o
porta-arquivos
do meu fiel Yahaoo
e para o meu
site
O gato das Letras.