josué de castro




REENCONTRO COM JOSUÉ DE CASTRO


Com alguma pena minha, altero hoje um pouco a imagem que tenho mantido deste blog, onde a foto de cada um dos meus autores representa, muitas vezes, o melhor de cada posted.
Em vez da foto, faço link para algum site que tenha também uma boa foto: e isto porque o yahoo, em relação a todas as fotos, não me garante que estejam isentas de copyright.
Sempre que possível, então, para salvaguardar esse copyright, digitalizarei uma imagem.
Com alguma pena minha, também, guardo apenas três títulos deste autor que sigo há tantos anos, desde «A Geografia da Fome» e «Sete Palmos de Terra e um Caixão»: mas o livro que me deixou mesmo marca profunda e duradoura, até hoje, foi «O Ciclo do Caranguejo» que infelizmente já não figura na minha biblioteca do gato.
Seis ou sete enciclopédias não conseguiram resolver-me uma pequena falha de memória: se o título é «o ciclo» ou «o círculo do caranguejo». Inclino-me para «ciclo» mas não tenho a certeza. Metade das enciclopédias nem o nome deste autor incluem!...
Confirmo agora mesmo o título do livro a que dediquei um extenso texto a incluir no meu site «O Gato das Letras»: é mesmo «O Ciclo do Caranguejo».
Escrevi bastante sobre Josué de Castro e entrevistei-o para «O Século Ilustrado»: o que estiver digitalizado irá para o meu
porta-arquivos
do meu fiel yahoo.
Hoje mesmo vou criar no meu site
«O Gato das Letras»uma página dedicada a josué de castro, um clássico do século XXI que parece estar esquecido na era das globalizações.

lawrence durrell


sexta-feira, 29 de Julho de 2005

Com o trabalho de casa já bastante adiantado - ou seja, com o Lawrence Durrell já inserido no meu

site

«O Gato das Letras» - aproveito o dia de hoje para uma revisão geral da matéria dada:
a)falar da admiração que por ele tenho desde a leitura do Quarteto de Alexandria, e desde «O Labirinto Negro» mas especialmente desde as cartas trocadas entre Lawrence e Henry Miller
b) confessar a mágoa de já não ter na minha biblioteca do gato este último título e apenas ter conseguido reconstituir a edição original de «O Quarteto de Alexandria», da editora Ulisseia
c) aliás, foi como revisor tipográfico da Ulisseia, nessa fase, que tomei conhecimento das traduções (que todo o mundo culto classificava de magníficas) do Daniel Gonçalves
e) agradecer mais uma vez ao Serafim Ferreira, pois foi ele que me levou para a editora Ulisseia como revisor tipográfico e foi com ele que fizemos a revisão dessas traduções de Daniel Gonçalves.

O dossiê durrel com 7 files vai já para o meu
porta-arquivos
do Yahoo.

Também deixo indicação de um
site
entre os muitos que a Net exibe.
Não é grande coisa e só o indico pois refere a actual Ulisseia, que nada tem a ver, evidentemente, com a Ulisseia onde eu fui afincado revisor tipográfico.

buda




quinta-feira, 28 de Julho de 2005

Agradeço ao Canal História, dia 27 de Julho de 2005, o reencontro com a figura de Sidarta Gautama, o Buda.
A minha viagem a Nyima Zong, em 1977, marca o meu primeiro encontro com o budismo Nyingma, a que não tenho dedicado o tempo e a atenção devidos.
O que escrevi sobre o Lama Kunzang Dorje veio publicado no jornal «A Capital» e num caderno destacável n’«O Século Ilustrado», que recordo.
Hora e meia no Canal História é muito importante: tive ocasião de relembrar algumas palavras-chave do percurso de buda e meu (desculpem-me a impertinência mas estou por ele autorizado a escrever: « cada um de nós pode tornar-se buda, todos podemos encontrar a iluminação. Quando se sabe isto, deixamos de ter medo») :
A via do meio termo
Ananda – discípulo mais próximo
Atingir a iluminação
Benares
Bodgaia
Buda = O iluminado
Escrituras budistas
Gaia
Impermanência
Lei de causa e efeito = karma
Parque das gazelas
Sangha = Comunidade monástica budista
Sermão de Sarnah
Vacuidade

Hoje, queria só assinalar um nome na minha galeria de grandes nomes e lembrar:

a)O que escrevi à volta do budismo pode ser lido no meu
porta-arquivos
do Yahoo

b)E no meu
site
«O gato das Letras»

Na «Biblioteca do Gato» guardo, apesar de tudo, 9 títulos dos muitos que já tive sobre buda e o budismo:
1. Sogyal Rinpoche – O Livro Tibetano da Vida e da Morte – Ed. Prefácio, Lisboa, 2001
2. Alexandra David Neel – Inmortalidad y Reencarnacion – Ed. Dedalo, Buenos Aires, s/data
3. Chris Pauling – O Pensamento Budista – Ed. Presença, Lisboa, 1999
4. Thich Nhat Hanh – Buda Vivo – Cristo Vivo – Ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 1999
5. Dalai Lama e outros – Espírito e Ciência – Ed. Relógio d’Água, Lisboa, 1999
6. Marcus Borg – Jesus e Buda – Ed. Piaget, Lisboa, 1998
7. Jean Claude Carrière – A Força do Budismo – Ed. Difusão Cultural, Lisboa, 1995
8. Gilles Van Grasdorf – Penchen Lama – Ed. Asa , Porto, 2001
9. M.Y. Evans-Wentz – O Livro Tibetano dos Mortos – Ed. Pensamento, São Paulo, 1985

d.h.lawrence




segunda-feira, 25 de Julho de 2005

UM AUTOR APAIXONADO E APAIXONANTE

«Releio, para confirmar, a mística da Natureza em Jean Giono romancista e não há dúvida que passa à frente de todos os místicos da Natureza já por mim (re)conhecidos: D.H. Lawrence, Henry David Thoreau, mesmo o Herman Hess. »
AFONSO CAUTELA, ver file , 18-1-1992

Graças à editora Relógio de Água, aí temos uma nova edição de «Mulheres Apaixonadas», de D. H. Lawrence, na bela tradução de Cabral do Nascimento que li na edição da Portugália Editora.
Deve ter sido o autor de romances longos que consegui ler sem parar. E alguns, reler, como é o caso de «Canguru» ou «A Serpente Emplumada», uma visão de culturas autóctones que não tem sido, ao que me parece, suficientemente enfatizada nos que escrevem sobre D.H.Lawrence.
Por tudo e pelo que digo acima, considero-o um precursor da ideia ecológica ou, como digo, da «mística da natureza».
De certa maneira, o escândalo à volta de «O Amante de Lady Chaterley» esbateu todas as outras implicações da sua obra, em que o próprio rótulo «místico da sexualidade» é limitante.
Tenho a sorte de ainda guardar as belíssimas edições da Portugália entre os 9 títulos que guardo de D. H. Lawrence:

1. D.H.Lawrence – A Serpente Emplumada – Ed. Unibolso, Lisboa, s/d
2. D.H.Lawrence – A Serpente Emplumada – Ed. Portugália, Lisboa, s/d
3. D.H.Lawrence – História de uma Rapariga – Ed. Portugália, Lisboa, s/d
4. D.H.Lawrence – Canguru – Ed. Portugália, Lisboa, s/d
5. D.H.Lawrence – Filhos e Amantes - Ed. Portugália, Lisboa, s/d
6. D.H.Lawrence – O Amante de Lady Chaterlay – Ed. Galeria Panorama, Lisboa, 1970
7. D.H.Lawrence – O Raposo – Ed. Livros do Brasil, Lisboa, 1962 Col. Miniatura, nº 143
8. D.H.Lawrence – A Virgem e o Cigano - Ed. Livros do Brasil, Lisboa, 1962 – Col. Miniatura, nº 130
9. D.H.Lawrence – A Virgem e o Cigano - Ed. Euroclube, Lisboa, 1985

Remeto os files que escrevi para
porta-arquivos
e para o meu
site
Gato das letras

pier paolo pasolini


segunda-feira, 25 de Julho de 2005

UMA VIDA VIOLENTA

Foi como se um vendaval tivesse passado aqui por casa e tivesse levado tudo que havia de livros de Pasolini.
Desde que o li como revisor tipográfico da editora Ulisseia, ficaram-me na alma esses livros magníficos que são «Una Vita Violenta» e « Ragazzi di Vita».
Depois, nos filmes, a «Il Vangelo secondo Mateo» ( uma pacífica reconciliação com a vida), seguir-se-ia o inominável «Salò ou os 120 Dias de Sodoma» (1976?) em que claramente assinava a sua sentença de morte. Mais tarde ou mais cedo iria suceder. Aconteceu em 1975, em que foi assassinado.
Gosto do que sobre ele escrevi em Novembro de 1969, nos dois files que sobre ele escrevi e que vão ficar no meu
porta-arquivos

e também no meu site

Gato das Letras

O «Diário de Notícias» falou hoje dele , por causa do livro «Poemas» que acaba de ser publicado pela editora Assírio e Alvim.
E eu tenho oportunidade de o incluir entre os autores da minha vida nada violenta, afinal de contas, e vendo bem as coisas.
Escolhi um site entre os vários que a pesquisa Yahoo me indicou.

http://www.pasolini.net/brasil.htm

fernando arrabal



segunda-feira, 25 de Julho de 2005

«Arrabal é um espeleólogo daquele inconsciente colectivo que Jung teorizou, um mergulhador nas profundidades oceânicas onde se encontra a parte imensa e imersa do «iceberg». Não sendo o único poeta, o único profeta a explorar essas águas, Arrabal é, com certeza, um dos que têm obtido maior êxito público com a aventura... E continua obtendo.»
afonso cautela

Já o inseri no meu site gato das letras mas quero trazê-lo aqui a primeiro plano como um autor para mim marcante e que tive a sorte de poder entrevistar, conforme pode ser comprovado, quer no meu

site

quer no meu

porta-arquivos

do Yahoo

Infelizmente guardo apenas dois títulos da sua obra na minha biblioteca do Gato:
1. Fernando Arrabal – Baal Babilónia – Viva la Muerte –Ed. Estampa, Lisboa, 1977
2. Carta aos Militantes Comunistas espanhóis – Ed. Via, Lisboa, 1979


Destaco um

site

entre os vários que aparecem no search do Yahoo e que frisam quase exclusivamente o dramaturgo.


Três linhas numa enciclopédia (Mini-Enciclopédia, Círculo de Leitores) e é quase tudo o que nos oferecem sobre este autor genial:
«Escritor e cineasta espanhol (1932-? ). Em 1955 fixou-se em Paris. Evoca numa linguagem directa e irreverente, personagens e ambientes típicos da marginalidade contemporânea».

E obrigado a todos, mesmo as enciclopédias que não o citam.

romeu de melo



domingo, 24 de Julho de 2005

ROMEU DE MELO, FICCIONISTA E FILÓSOFO:
A VIDA É A OBRA

Por estranho que pareça (ou talvez não) mas se quiser encontrar na Net o nome do filósofo e meu amigo Romeu de Melo, devo ir aos sites de ficção científica que o Yahoo search me propõe.
Não é tão estranho assim, porque ele escreveu e publicou, além de ensaios filosóficos, magníficas narrativas de ficção científica, de que se destaca «A Buzina» e «AK».
Guardo 9 títulos na Biblioteca do Gato, secção Lugar aos Amigos, que é o lugar do coração:
1. Romeu de Melo – Ensaio sobre a Cultura – Ed. Presença, Lisboa, 1963
2. Romeu de Melo – Considerações sobre Frederico Nietzsche – Ed. Coimbra, Coimbra, 1961 – 2ª edição, 1961
3. Romeu de Melo – O Reino Original – Ed. Arcádia, Lisboa, 1983
4. Romeu de Melo – O Homem Contemporâneo – Ed. Arcádia, Lisboa, 1983
5. Romeu de Melo – Reflexões – Ed. Arcádia, Lisboa, 1981
6. Romeu de Melo – Reflexões-2 – Ed. Dom Quixote, Lisboa, 1986
7. Romeu de Melo – Reflexões-3 – Ed. Notícias, Lisboa, 1990

Decepcionante mesmo, para mim, foi a busca de uma simples nota biográfica. Nem Yahoo, nem Google, nem Vercial - «a maior base de dados da literatura portuguesa» - conseguiram responder à minha pesquisa.
Retiro daqui uma lição, uma ilacção. Vou deixar o meu nome e biografia na Net, para algum observador marciano um dia encontrar vestígios meus da minha passagem pelo planeta terra, ao menos as duas datas: nascimento e óbito.
O que nem sequer encontro para o Romeu, que também não fez nada por isso, pois não há a mínima sinopse biográfica nos seus 7 livros que guardo.
Quando somos assim apagados da memória colectiva, não devemos queixar-nos de ninguém, nem sequer de nós próprios. Temos o anonimato que merecemos e possivelmente que queremos.
Talvez ele nos queira dizer que a sua vida é a sua obra e essa, sim, figura exaustivamente em todos os seus livros.
Recordo-me que o entrevistei para «O Século Ilustrado» - 15/Abril/1972 - e se conseguisse o texto talvez o digitalizasse.
Apesar de tudo, tenho alguns files no meu
porta-arquivos
onde cito o Romeu de Melo, meu amigo e guru de filosofia.
A homenagem possível ao meu amigo.
Vou arquivar no
porta-arquivos
do Yahoo um zip de 7 files, o dossiê hoje possível sobre o Romeu.

Sites na Net com referência a Romeu de Melo, coordenador de duas antologias de ficção científica:

http://www.scite.pro.br/tudo/fic.php?_algunsdosmelhorescontosdeficcaocientifica

http://www.scite.pro.br/tudo/fic.php?_algunsdosmelhorescontosdeficcaocientifica2

http://www.tecnofantasia.com/cgi-bin/tfmaint.cgi/03/00/T1116899737/3

fritjof capra



sábado, 23 de Julho de 2005

CONVERGÊNCIA HOLÍSTICA NO SEU MELHOR


Data de 5-8-1990 o meu encontro decisivo com o livro «O Tao da Física», de um autor decisivo na convergência holística, Fritjof Capra.
A convergência entre uma sabedoria remota – o taoísmo – e a física moderna, levou-me a escrever (e a publicar) alguns artigos entusiásticos sobre estas leituras, que antecedem de três anos o meu encontro com a hipótese vibratória de Etienne Guillé, síntese de todas as sínteses (a suprema convergência holística entre sabedoria tradicional e ciência moderna).
Convido o leitor interessado nesta aventura a procurar esses artigos (algo polémicos, admito) no meu

porta-arquivos

do meu sempre fiel Yahoo.

Dois sites para os mais curiosos de Fritjof Capra e da sua capacidade para abranger várias ciências e sabedorias:

http://archipress.org/episteme/capra2.htm

http://www.geocities.com/Vienna/2809/Capra.html


Guardo na Biblioteca do Gato três títulos deste senhor:
1. Fritjof Capra – O Tao da Física – Ed. Presença, Lisboa, 1983
2. Fritjof Capra – O Ponto de Mutação – Ed. Cultrix, São Paulo, 1982
3. Fritjof Capra – La Trama de la Vida – Una Nueva Perspectiva de los Sistemas Vivos – Ed. Anagrama, Barcelona, 1996

erich fromm



sábado, 23 de Julho de 2005

UM PSICANALISTA MUITO PECULIAR

Agora me lembro: chama-se «O Medo à Liberdade» o primeiro livro que me atraiu para o psicanalista norte-americano da escola marxista, Erich Fromm (1900-1980). É uma edição da editora Zahar, Rio de Janeiro, não sei de que ano (segunda metade da década de 50?) e, desde então, nunca mais deixou de me acompanhar através de correntes e escolas por onde passei ou perpassei.
Perdi (emprestei) o livro mas o livro ficou.
Sei que o li em Beja, quando também os surrealistas me enchiam as leituras até de madrugada. Talvez o ano de 1960 seja a data mais aproximada da minha aproximação ao filósofo que escreveu, entre outros títulos, «Psicanálise e Religião».
Erich Fromm nunca me desiludiu, deve ser o único «psicólogo» e «psicanalista» que não cansa.
Relaciono-o com o meu amigo Romeu de Melo, filósofo que muito estimava também o Erich Fromm.
A convergência da psicanálise com o marxismo não podia deixar de me interessar, de nos interessar, ao Romeu e a mim. E não deixou, ao longo dos anos, mesmo agora que não guardo todas as obras dele que me marcaram, a partir de «Escape from Freedom» («O Medo à Liberdade»).
Uma obra particularmente persiste: «A Linguagem Esquecida», visão mais junguiana do que freudiana (e muito peculiar) dos sonhos. Que felizmente, continuam a ser, por mais que mos expliquem, um dos meus enigmas mais estimados. Rotas do maravilhoso que vou trilhar até Deus me dar vida.

Títulos ainda na Biblioteca do Gato:
1.Erich Fromm – A Linguagem Esquecida
2.Erich Fromm – O Espírito de Liberdade - Ed. Zahar, Rio, 1970
3.Erich Fromm – Psicanálise e Religião – Ed. Livro Ibero-Americano, Rio, 1956
4.Erich Fromm – Ética e Psicanálise – Ed. Minotauro, Lisboa, s/d

Não há sites de grande qualidade mas escolhi um, o primeiro da pesquisa Yahoo:

http://www.geocities.com/Vienna/2809/Fromm.html

O que escrevi à volta de Erich Fromm (ou por ele directamente motivado) pode ser consultado na pasta fromm-ol
no meu

porta-arquivos

do meu fiel Yahoo.

james churchward




Sexta-feira, 22 de Julho de 2005

PISTAS DO MARAVILHOSO


Não é tarde nem é cedo para reconhecer um dos livros e autores que mais me fascinaram: James Churchward, com a sua obra «O Continente Perdido de MU». Escrevi vários files , talvez longos, levado pela vertigem das teses que Churchward propõe.
Podem ser consultados no meu
Porta-Arquivos do Yahoo.

Guardo cinco títulos da sua autoria, na minha Biblioteca do Gato:
1.James Churchward – O Continente Perdido de M U – Ed. Hemus, São Paulo, 1972
2.James Churchward – The Sacred Symbols of M U – Ed. Be Books, Albuquerque - 1987
3.James Churchward – Lost Cities of Ancient – Lemuria & The Pacific – Ed. Adventures Unlimited Press, Stelle, Illinois, 1988
4.James Churchward –M U, Le Continent Perdu – Ed. J’ai Lu, Paris, Col. A 223, 1969
5.James Churchward – L’Univers Secret de M U – Ed. J’ai lu, Paris, Col. A 241, 1970

irene lisboa





IRENE LISBOA:LUGAR AOS AMIGOS


Nunca está esquecida mas tem que ser lembrada, no Lugar aos Amigos que neste blog é o lugar do coração.
A minha querida amiga Irene Lisboa, sobre a qual escrevi alguns textos que vou arquivar no

porta arquivos

do Yahoo, esperando sempre que ele não me defraude.
Apesar de tudo, está bem representada na Net , só o site do Instituto Camões põe limites restritivos ao acesso... Isto de institutos é assim.
Mas vá lá, não se esqueceram da Irene Lisboa que, para mim, se encontra ligada aos tempos d’«A Planície», anos 75 e seguintes.
E essa é a minha mágoa: apenas guardo 6 títulos dela na «Biblioteca do Gato», quando tinha praticamente todas as primeiras edições. Não sei se ficaram com o Miguel Serrano, que também adorava Irene. Além de ter escrito contarelos tão lindos como os dela: meus dois irmãos queridos!
Eis os títulos que ficam guardados no meu espólio para quem vier depois:
1. Paula Morão – O essencial sobre Irene Lisboa
2. Irene Lisboa – Modernas Tendências da Educação – Biblioteca Cosmos, nº21 – Ed. Cosmos, Lisboa, 1942
3. Irene Lisboa (João Falco) – Esta Cidade – Edição da autora? - Lisboa, 1942
4. Irene Lisboa – Voltar Atrás para quê? – Col. Unibolso, nº 37 – Editores Associados, Lisboa, 1975 (?)
5. Irene Lisboa – Queres Ouvir? Eu Conto – Ed. Figueirinhas, Porto, s/d
6. Irene Lisboa – Uma Mão Cheia de Nada e Outra de Coisa Nenhuma – Ed. Figueirinhas, Porto, Dezembro de 1978

Eis três sites escolhidos entre os melhores dedicados a Irene Lisboa:

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Irene-Lisboa.htm
http://www.iil.pt/artigo.asp?id=3
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/literatura/irene.htm

jacques bergier







Jacques Bergier marcou-me desde 1960, quando li esse brain-storm que continua a ser o «Le Matin des Magiciens». Depois procurei tudo o que ia aparecendo traduzido em português e em brasileirês. Um destaque especial vai para esse estranhíssimo e perturbante livro que se chama ...«Os Livros Malditos», que guardo religiosamente na edição brasileira da Hemus. Livros sobre livros têm aqui, obviamente, lugar de honra neste meu blog.

Faça clik

aqui


para os meus files sobre bergier. Espero que o porta-arquivos da Yahoo se porte bem, pois a experiência anterior foi frustrante: às tantas desapareceram os arquivos já inseridos, sem que conseguisse perceber porquê, nem se a culpa era minha. Falavam-me de cookies mas em inglês: ora eu optei pelo Yahoo Brasil precisamente porque o inglês me escapa. Coisas da Net.

Convido o meu leitor a visitar os seis sites que escolhi sobre Bergier, verdadeiramente deslumbrantes e fascinantes. É uma maneira de chamar a atenção para uma das ciências sagradas - a Alquimia - que desde 1992 tenho tentado aprender. Não será Bergier o autor moderno que melhor falou
de alquimia mas pode ser uma pista possível entre aquelas que um dia vos irei apresentando.

Registo os 7 títulos que guardo na Biblioteca do Gato:

1.Jacques Bergier - Os Livros Malditos - Ed. Hemus, São Paulo, 1972
2.Jacques Bergier - A Terceira Guerra Mundial já Começou - Ed. Afrodite, Lisboa, 1976
3.Jacques Bergier - Eu Não Sou uma Lenda - Ed. Nostradamus, Lisboa, 1978
4.Jacques Bergier - Visto para Outra Terra - Ed. Arcádia, Lisboa, 1975
5.Jacques Bergier - Os Impérios da Química Moderna - Ed. Hemus, São Paulo, 1973
6.Jacques Bergier - A Volta dos Mágicos - Ed. Hemus, São Paulo, 1973(?)
7.Jacques Bergier - As Fronteiras do Possível - Ed. Verbo, Lisboa, 1971 (?) - Livros RTP, nº 57

Eis os maravilhosos sites dedicados a Bergier, homenagem possível a um dos dois autores do realismo fantástico:

http://www.jacquesbergier.org/
http://users.skynet.be/thomas/bioberg.htm
http://aquimia.vilabol.uol.com.br/Bergier/
http://users.skynet.be/thomas/citaberg.htm
http://www.evasion.ch/alchimia/Page1.htm
http://users.skynet.be/thomas/bibliojb.htm

henri-lefebvre



ECOLOGIA:A NOMENCLATURA ESTRUTURAL E ESTRUTURANTE

Reencontrei,domingo passado,na Feira das Velharias, em Paço de Arcos, um livro de que já tinha perdido o rasto e que me marcou nos meus anos da Ulisseia como revisor tipográfico: Fevereiro de 1969 é a data da tipografia desse livro: «A Vida Quotidiana no mundo Moderno».
Mas dois anos antes, em 1967, a Ed. Moraes publicava «Contra os Tecnocratas - Acabar com a ficção Científica».
Tenho seis files, pelo menos, com leituras de Lefèbvre, o que me honra e emociona bastante: quero hoje mostrar a minha gratidão, publicando a foto do autor e um link para o site escolhido.
Os files que, em princípio vou lançar no meu Porta-Arquivos do Yahoo, são o que de momento posso oferecer a quem tanto devo: basta pensar em duas palavras-chave da minha vida - tecnocrata e quotidiano - nos três livros que me restam deste meu autor:
1. Henri Lefebvre - Contra os Tecnocratas - Ed. Moraes, Lisboa, 1967
2. Henri Lefebvre - A Vida Quotidiana no Mundo Moderno - Ed. Ulisseia, Lisboa, 1969
3. Henri Lefebvre - O Marxismo - Ed. Bertrand, Lisboa,1974

james t. farrell







17-07-2005 18:23:39

O MUNDO QUE EU NÃO FIZ


Reencontrei hoje, em Paço de Arcos, na Feira de Velharias, um livro de que tenho óptimas recordações e sobre o qual escrevi em 8-6-1967 um texto admirativo, publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias», onde eu colaborava a convite do Serafim Ferreira.
É «O Mundo que eu não Fiz», editora Ulisseia, trad. de Fernando Augusto Lopes de Oliveira.
Não é de estranhar que tenha escrito e publicado esse texto, porque, dos romances longos, foi um dos poucos que li na íntegra e pela simples razão de que fiz a revisão tipográfica como revisor da Editora Ulisseia, para onde me levou o Serafim Ferreira.
Mas é um autor que me interessa, principalmente, como digo no tal file
farrell-1, pelo uso genial que faz do calão e que o tradutor para português, Fernando Augusto Lopes de Oliveira, não desvaloriza antes pelo contrário.

Dos 200 sites em português (pesquisa yahoo) nem um só que refere James Farrell, o que só confirma o que eu dizia em 1967: não encontrava, nas enciclopédias disponíveis, o nome de James Farrell.
Mas há um site em inglês que vivamente recomendo

giovanni papini




17-07-2005 16:12:06

UM HOMEM LIQUIDADO QUE HEI-DE IMITAR

Desde «Um Homem Liquidado», que devo ter lido à volta de 1962, quando andava na Biblioteca Itinerante da Gulbenkian (Tavira), o Giovanni Papini não deixou de profundamente me marcar.
Pelo estilo prolixo de escrita, muito próximo do meu prolixo, pelo confessionalismo aberto ou mascarado dos seus livros e, claro, pela temática eleita da «diabologia».
Um místico a entrar no profano, um místico de banda larga que sempre invejei e desejei imitar.
Ainda hoje tenho «Un Uomo Finito» como modelo que gostaria de imitar na minha autobiografia. Ao meu biógrafo, exijo que (me) sublinhe este meu autor de sempre e que continua nas minhas estantes com o logotipo do gatinho verde.
Tenho poucos files que o referem explicitamente mas muito do que escrevi tem a sua inspiração. Os 10 files relacionados vão para o

Porta-Arquivos

do meu estimado Yahoo.
Há que ver uma coisa: para a crítica literária, Papini foi sempre um autor secundário e talvez por isso, subliminarmente, obedecendo aos ditames oficiais da crítica, faltou-me sempre o imperativo para sobre ele escrever.
Hoje, fica a minha homenagem e o link de referência para o primeiro site que visitei.

É o mínimo que posso fazer como acto de justiça e gratidão a um companheiro de jornada como foi Giovanni Papini.
Dele restam, na Biblioteca do Gato, 5 títulos, em português, agradecendo também à única editora que o tornou acessível em Portugal: a Livros do Brasil.

1. Giovanni Papini – Um Homem Liquidado – Livros do Brasil, Lisboa, s/d *****
2. Giovanni Papini – Gog – Livros do Brasil, Lisboa, s/d *****
3. Giovanni Papini – O Livro Negro – Livros do Brasil, Lisboa, s/d
4. Giovanni Papini – Cartas aos Homens do Papa Celestino VI – Livros do Brasil, Lisboa, s/d
5. Giovanni Papini – O Diabo – Livros do Brasil, Lisboa, s/d

antonin artaud





link para o meu companheiro de asilo antonin artaud

Por ser o texto mais antigo e, ao mesmo tempo, o mais curto, é o que transcrevo hoje, remetendo para o meu porta-arquivos do yahoo os restantes files relacionados

Porto, 1959

# Leituras: «Origem da Tragédia» e «O Teatro e o Seu Duplo»
# Intuições AC *****
# Forum dos Aflitos ( voz do Actor)
# Para Ficcões AC
# Teatro de la Basoche (vd artigo Dezembro 1959)

Pelo trágico passam apenas linhas rectas, que são a mais curta distância entre dois pontos.
O trágico (poesia em acção) é a metamorfose do humano para o transumano, do físico para o metafísico, do natural para o sobrenatural, ponte entre o consciente e o inconsciente, o sacro e o profano, a vida e a morte.
O trágico é a voz de [diz] quando já não há palavras ou há apenas palavras.
O trágico, poesia de aproximação, entre actor e espectador, entre os espectadores, entre os idiomas, entre as antinomias, entre as distâncias da terra, entre os tempos da história, o trágico reintegra o mundo a desintegrar-se.
O trágico, primeira força mítica de um tempo sem mitos ou de mitos crus e álgidos, degenerados, prostituídos, une o coração do homem ao coração da divindade, o coração das pátrias ao coração do universo.
Em todos os pontos da terra, nas linhas de fractura e combate, linhas tortas por onde o poeta escreve direito, nas cavernas-refúgio da nova religião [???], grupos de teatro preparam, no quotidiano, a reabilitação do eterno; preparam, queimando-se, a massa ardente de uma mitogonia nova [????] fundam, reconstituindo-a nas pedras e tábuas de um palco, a primitiva «fons vitae» do homem.
*
TRISTE RETROSPECTIVA : ANTONIN ARTAUD

Trouxe ontem da feira dos alfarrabistas (Largo de S. Carlos) mais um exemplar da edição de «O Teatro e o Seu Duplo», com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues, edição Minotauro, infelizmente sem data.
Significa que guardo poucos títulos de um autor de que cheguei a ter as obras completas, creio que da Gallimard. Tristezas das retrospectivas.
São apenas três os títulos que a Biblioteca do Gato ainda guarda:
1.Antonin Artaud – Van Gogh o Suicida da Sociedade – Hiena Editora – Trad. de Aníbal Fernandes
2.Antonin Artaud – Em Plena Noite ou o Bluff Surrealista
3. Antonin Artaud – O Teatro e o Seu Duplo – Trad. de Fiama Hasse Pais Brandão – Prefácio de Urbano Tavares Rodrigues – Ed. Minotauro

Para compensar a tristeza dos poucos livros que ainda guardo, indico os files que, no meu computador, referem o nome de Artaud, incluindo um longo poema que escrevi e que vai assinalado com estrela de cinco estrelas (*****) :
<03-03-21
<61-03-24-vi *
Podem ser consultados no meu

porta-arquivos

do meu sempre fiel yahoo.

Mas o que eu quero mesmo que seja lembrado pelo meu biógrafo é o longo poema diário de antonin artaud no hospício de rodez, de que saiu um fragmento nos cadernos «alfa», Nº 1, a convite do Fernando J.B.Martinho, que ainda há semanas encontrei e que me deu o endereço de e-mail.
O nome do file diz da data em que foi escrito:
<61-03-24>

jorge luís borges





ENTRE MUITOS QUE EXISTEM NA NET, ESCOLHI ESTE SITE PARA FAZER O LINK A JORGE LUÍS BORGES

16-07-2005 18:43:18

BORGES E SERAFIM FERREIRA: LUGAR AOS AMIGOS

O nome do meu querido amigo Serafim Ferreira anda, para mim, indissoluvelmente ligado ao de Jorge Luís Borges.
Desde, pelo menos, que ele publicou, na editora Início as «Entrevistas com Jorge Luís Borges» (1967?) e na editora Presença «Jorge Luís Borges», edição da Presença (1965) apresentada, organizada e traduzida por Serafim Ferreira.
É com enorme alegria que leio hoje no jornal «Público» a notícia de que o Serafim acaba de traduzir mais um livro de Borges: «O Livro dos Seres Imaginários», ed. Teorema, 2005.
Posso imaginar o prazer que lhe deu traduzir o Borges da Zoologia Fantástica. Com o Serafim aprendi a venerar este autor que vi referido, a primeira vez, em 1960, no livro de Louis Pauwels e Jacques Bergier, «Le Matin des Magiciens».
Em homenagem a Borges e ao Serafim, vou à procura nos meus arquivos Big-Bang, dos files com referências a Borges, a Serafim Ferreira e a «Le Matins des Magiciens.»
É um trabalho selectivo que irá exigir-me contenção sinóptica: tem mesmo que ser uma selecção muito selectiva, pois são inúmeros , talvez dezenas, os files com aquelas referências: Borges, Serafim Ferreira e Planète.
Orgulho mesmo é poder anunciar aqui, neste blog dos livros da minha vida, que a Biblioteca do Gato conserva ainda treze títulos, embora dois dos nove das obras completas (ed. Emecê) estejam desaparecidos: talvez os tenha emprestado ao Serafim, mas nesse caso foi por uma boa causa e foram parar a boas mãos.

13 TÍTULOS NA BIBLIOTECA DO GATO

Georges Charbonnier – «Entrevistas com Jorge Luís Borges» - Ed. Início, Lisboa, 1967 (?) – Trad. de Serafim Ferreira
Serafim Ferreira - «Jorge Luís Borges » – Ed. Presença, Lisboa, 1965
Jorge Luis Borges - «História Universal da Infâmia» - Trad. José Bento – Ed. Assírio Alvim
Jorge Luis Borges - «Ficções» - Col. Novis, Nº 13 – Ed. Abril/Control Jornal , Lisboa, 2000
Jorge Luis Borges - «Nova Antologia Pessoal» - Ed. Difel, Lisboa, 1987
Jorge Luis Borges - «Este Ofício de Poeta» - Ed. Teorema, Lisboa, 2002
Jorge Luis Borges - «El Aleph» - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957
Jorge Luis Borges - «Historia Universal de la Infamia» - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957
Jorge Luis Borges - «Evaristo Carriego» - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957
Jorge Luis Borges - «Ficciones» - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957
Jorge Luis Borges - «Discusión » - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957
Jorge Luis Borges - «Otras Inquisiciones» - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957
Jorge Luis Borges - «El Acedor» - Ed. Emecê, Buenos Aires, 1957 ■

romulo de carvalho





Meira da Cunha, meu ex-colega jornalista d'A Capital, deixou-me algumas dicas que vou aproveitar para continuar este diário de hóspede no hispavista.
Lembrou-me um nome que nunca esqueço e que mais uma vez tive a alegria de relembrar: Rómulo de Carvalho, que nunca esqueço e que faz parte da minha vida, não só os poemas de António Gedeão mas os livros que conservo como verdadeiras preciosidades sobre «ciência alquímica» e «embalsamamento egípcio».
O Meira da Cunha deixou-me outras dicas que devo sublinhar:
1. Um nome para mim desconhecido: Ken Wilbert, autor de «Breve História de Tudo»
2. Um seu grande amigo belga, octogenário, Max Wintzinze, que já veio a Lisboa fazer uma conferência no Grémio Literário em que falou de Etienne Guillé e da radiestesia.
3. O Fedro, de Platão, falaria das nove almas!...Vou já averiguar e colocar Platão (o que dele me resta) nesta lista de livros da minha vida

Aos 72 anos quero rememorar antigas leituras e não andar à descoberta de novas. Mas também não quero fechar-me a novas sugestões, quando elas vierem de alguém que me merece estima e consideração.
Prometo inserir o Ken Wilbert - que o Meira vivamente me aconselhou - na minha lista de espera.

simone weil



«O BEM É AQUILO QUE DÁ MAIOR REALIDADE AOS SERES E ÀS COISAS; O MAL É AQUILO QUE DISSO OS PRIVA.»
SIMONE WEIL, FILÓSOFA FRANCESA (1909-1943)

Hoje é a minha homenagem, via hispavista, a Simone Weil, com 3 files que coloquei no meu porta-arquivos do Yahoo.
O pouco que escrevi e publiquei sobre Simone Weil está no meu
site
«O gato das Letras»
Restam-me dois livros na minha biblioteca do gato, que irei colocar em weil-1-bg do já referido porta-arquivos yahoo:
1. Simone Weil - L'Enracinement - Idées - NRF- Ed. Gallimard, 1949
2. Simone Weil - Opressão e Liberdade - Ed. Moraes, Lisboa, 1964

O meu obrigado a todos, incluindo os que lerem esta mensagem de gratidão e solidariedade.

A verdade e sem lamentos é que Simone Weil continua esquecida e há que fazer também um link para a net, a saber o que há sobre ela, incluindo uma foto.

actualidade de ramon lull-2

lulio-livros-tese–leituras


UM GÉNIO DA ALQUIMIA EUROPEIA

RAMON LULL E O LULISMO EM PORTUGAL

FICHA ENCICLOPÉDICA

RAMON LULL 1( Enciclopédia Verbo) - Missionário e pensador catalão ( Palma de Maiorca, entre 1232 e 1235).
Depois de levar vida mundana, abandonando mulher e filhos, entregou-se ao apostolado.
Desde então a sua vida é um contínuo peregrinar por Barcelona, Montpellier, corte papal, Paris, Génova, Norte de África, Chipre e Palestina, sempre com o mesmo objectivo de dar a conhecer a sua «Ars Magna» e de a pôr ao serviço da conversão de infiéis, em especial judeus e muçulmanos.
Para o fim da vida, o missionário dá lugar ao apologista que fez frente ao crescente averroísmo da Sorbonne.
No meio da sua vida agitada, pôde compor uns 256 livros ( com 27 mil páginas) que reflectem todos os aspectos do saber.
Lull escreveu em árabe, mais frequentemente, em catalão, fazendo com que logo os seus escritos fossem traduzidos para latim.
Se bem que o pensamento de Lull se não exaura com a «Ars Magna», esta obra é a que lhe mereceu maior fama.
Está-lhe subjacente o ideal missionário.
Lull parte da convicção da unidade da verdade , e daí vai à busca de um método para demonstrar as verdades da fé aos infiéis por meio das chamadas «razões necessárias».
Para isso põe em Deus uma série de princípios ou atributos essenciais, como a bondade, a grandeza, a eternidade, o poder, a sabedoria, etc., esforçando-se por relacioná-los com a sua semelhança nas criaturas.
Surge assim uma lógica comparativa, não formal mas material e, por assim dizer, ontológica, na qual o movimento dos conceitos segue o movimento da realidade.
Para facilitar o seu uso, Lull recorre a um sistema de letras, números e figuras geométricas que converte a sua arte num antepassado da lógica simbólica.
Certamente reside aqui - neste esforço para sistematizar e unificar o saber - a raiz da sedução que o pensamento de Lull exerceu na história.
Por isto tudo, Lull foi acusado de racionalismo e a sua doutrina condenada por Gregório XI, em 1376 (se bem que, posteriormente, Martinho V declarasse a bula papal sub-reptícia e nula).
Hoje é bem claro que as razões necessárias de Lull não passam de razões de congruência e que de, modo geral, o seu pensamento se situa no horizonte pré-tomista de Stº Anselmo e dos Victorinos, com o seu optimismo racional, mas também com uma visão agustiniana das relações entre a razão e a fé.
Sublinhe-se que a «Arte» de Lull é, ao mesmo tempo, procedimento lógico e método de contemplação.
Em Lull, o lógico e o polemista andam juntos com o místico.
À inteligência compete abrir o caminho para Deus, logo se retirando para deixar caminho livre ao amor .
O termo da filosofia é a porta para a mística.

RAMON LULL – 2 - Famoso filósofo medieval, poeta, teólogo e missionário maiorquino, chamado Doctor Iluminatissimus, Raimundo Lull foi o primeiro apóstolo do mundo muçulmano , numa época em que o islamismo era ele mesmo fortemente missionário, espalhando-se pelo arquipélago malaio e pela Índia, Geórgia, Egipto e entre os Mongóis , considerando crime de morte a apostasia dos seus.
Nasceu em Palma de Maiorca, circa 1235, de uma família nobre catalã ali estabelecida com extensas terras, desde a reconquista aos árabes.
O jovem Raimundo, casado cedo e trasladado ao continente, onde foi feito senescal na corte de Jaime II, experimentou as agitações de uma aventurosa e dissipada existência; mas em Julho de 1266, à volta dos trinta anos, renunciou subitamente à poesia erótica que cultivava e que o faz ser considerado o fundador da escola catalã de poesia, e à vida mundana que levava, desfez-se da maior parte dos seus cabedais, ficando com o indispensável para sua manutenção e de sua mulher e filhos e entregou-se, não a uma vida contemplativa, que a sua alma ardente e entranhadamente imaginosa não poderia levar, mas à meditação e ao estudo, no desejo de aplicar as suas faculdades na extensão do cristianismo.
Tem-se dito que tomou o hábito franciscano, outros pensam que foi irmão terceiro dessa ordem, mas nada está claramente comprovado a esse respeito, como em tantos outros particulares da sua vida.
O seu grande inimigo, inquisidor de Aragão Nicolau Aymerich, que forjou a célebre bula de S. Gregório para o perder, considera--o um comerciante herege, e denuncia quinhentas proposições suas como heterodoxas.
Em contacto com os sarracenos vizinhos e com os vestígios que eles haveriam deixado nas Baleares, deixou Lúlio medrar em seu espírito o fervoroso desejo de converter os muçulmanos com uma nova cruzada.
Mas esta cruzada, em seu desejo, não era da cruz no punho das espadas mas de uma cruz ideal , de pregação inteligente e perseverante, de lógica e de paciência.
Em vão procurou interessar papas e cardeais e até reis, no seu sonhado empreendimento.
Desacompanhado de todo o auxílio, viajou por fim para Tunes.
Tinha então 56 anos e era esse o ano em que chegava à Europa Ocidental a confrangedora notícia da queda de Acre e do fim do estado cristão da Palestina.
Antes deste decisivo sucesso da sua vida, peregrinara a Santiago de Compostela, cursara e escola de Montpellier, depois dos estudos particulares em Palma e a uma solidão completa se votara por algum tempo, preparando-se para a sua cruzada.
Para conhecer o árabe, comprara um escravo sarraceno com quem estudou durante anos, e que por fim atentou contra a vida do amo.
Dotado de imaginação ardente, quis inventar um método novo de lógica, uma espécie de mecânica filosófica, com o auxílio da qual todos podiam dissertar com subtileza sobre qualquer matéria.
Ele mesmo veio a dar solução a quatro mil problemas postos, por meio do seu método, chamado « Ars Generalis Sive Magna», porventura a sua obra mais divulgada.
Como os árabes tinham tido o primado da ciência e da filosofia mediterrânicas, ele entendia que era com um cristianismo racional que poderia conquistá-los.
Estudou Averrois para o combater, sempre com um alvo missionário.
A chamada «doutrina lulliana», tendente a demonstrar pelo raciocínio a verdade dos dogmas cristãos, veio a ser renovada trezentos anos depois por Giordano Bruno.
Foi por meio de incríveis esforços que Lúlio conseguiu difundir na Europa a sua doutrina da fé provada, e se é certo que veio a ser publicamente ensinada em 1298, graças ao patrocínio de Jaime II e Filipe o Belo, contudo não foi apreciada devidamente durante três séculos.
As vistas do filósofo estavam demasiadamente acima do tempo em que viveu e não poderia provocar mais do que uma vã e fútil admiração.
Em Tunes conseguiu convencer alguns islamitas reputados e muitos outros do povo, que receberam o baptismo cristão; mas um zeloso imame aconselhou às autoridades o seu encarceramento e morte, em razão do perigo que ele representava.
Depois de algum tempo, foi-lhe comutada a pena de morte na de banimento.
Não lhe sofreu o ânimo os seus conversos, e voltou de novo a Tunes, mas a 30-6-1315, em Bugia, na Argélia, morreu apedrejado.
Figura desconcertante, assim o consideram alguns críticos, e assim serão forçados a considerá-lo os leitores das numerosas biografias e críticas que lhe têm sido feitas.
Auxiliarão, contudo, no dédalo das considerações a fazer, estes dois factos: que são considerados espúrios, com forte motivo, os trabalhos de alquimia e de cabala que lhe foram atribuídos e estão coleccionados com as suas obras; e que as ideias de Pedro Venerabilis (morto em 1157), advogadas por Lúlio e adoptadas pela primeira vez por ele na missão prática, o levaram e especializar-se não só na língua como no pensamento árabe, o que não se poderia dar sem alguma influência verificada desse pensamento na sua obra.
«Charlatão vádio» lhe chamou Bacon com extremo rigor e injustiça.
Mesmo que haja juntado as ciências ocultas, a cabala, a magia, a alquimia aos seus estudos sérios, ainda se poderá perguntar a que título e como as estudou.
A Igreja de Roma tem oscilado entre condená-lo como heterodoxo e honrá-lo como mártir , não podendo desdenhar o testemunho, que a história lhe dá, de precursor das missões modernas.
O Dr. Joaquim de Carvalho reconhece uma rápida influência de Lúlio no « Leal Conselheiro» de D. Duarte.
O escultor catalão João Samsó erigiu-lhe uma estátua cheia de nobreza e as suas cinzas, recolhidas em Bugia e transportadas, repousam num sarcófago historiado na sua cidade natal.
As suas obras foram publicadas em Mogúncia, em dez volumes, de 1722 a 42.
Por meio da alquimia, Lúlio preparou, pela primeira vez, o álcool anidro, o carbonato de potássio a partir do creme de tártaro, descreveu a água régia, etc.

LULISMO - É assim designado, não tanto o projecto de Raimundo Lull relativo a uma ciência universal - que interessou pensadores da craveira de Nicolau de Cusa, Pico, Bruno, Descartes, Bacon, Gassendi e Leibniz - mas o germe de uma «escola» que , logo após a morte de Raimundo Lull, lançou raízes em Valência, Barcelona e Maiorca, de onde irradiou para Castela, Portugal e Itália.
Pedro Dagui é a figura central deste Lulismo catalão pré-renascentista.
Simultaneamente surge em Paris, em redor do fundo ms. legado por Lull à Cartuxa de Vauvert e dirigido por T. Le Myésier, um pequeno núcleo lulista.
Com este se virá a relacionar, provavelmente através do flamengo H. de Campo, o Lulismo de Nicolau de Cusa.
Em pleno renascimento, Lefèbvre d´Étape dá nova vida, em Paris, ao Lulismo de carácter religioso e místico, ao passo que na Alemanha, A. de Nettesheim e Paracelso cultivam o Lulismo, respectivamente, lógico-enciclopédico e médico-alquimista.
Na confluência deste Lulismo europeu renascentista surge o Lulismo de Giordano Bruno e, posteriormente, o do humanista protestante alemão J.E. Alsted.
Entretanto, em Espanha, sob a protecção de Cisneros e Filipe II, a escola lulista tinha-se difundido com fortes raízes.
Surgem cátedras lulistas em várias universidades, principalmente em Maiorca.
N. de Pachs, J. L. Vileta e F. Marzal são os mestres mais influentes na época. À margem da actividade escolar, o Lulismo influi em figuras que rodeiam Filipe II, como P. de Guevara e J. de Herrera.
No século XVII, os jesuítas S. Izquierdo e A. Kirchner reelaboram um Lulismo em sentido enciclopédico.
Em ambos se inspirará a «Dissertatio Art Combinatória» de Leibnitz.
Ainda no século XVIII se encontram duas notáveis aflorações de Lulismo, uma em Mogúncia, graças a J. Salsinger, autor de uma edição monumental das obras de Lull, e outra em Maiorca, com figuras como o jesuíta J. Costurer e, sobretudo, o cistercience A. R. Pascual.
A par do Lulismo autêntico, encontra-se um Lulismo espúrio, centrado no «Testamentum» e noutros escritos pseudo-lulianos de alquimia, e até uma corrente antilulista, cujos primeiros e principais representantes são, na Catalunha, o inquisidor N. Eymerich, e , em Paris, o chanceler Gerson. Desde o fim do século XIX renasceu, em Espanha e fora dela, o estudo de Raimundo Lull, mas agora ao nível da história, sem pretender construir uma corrente de pensamento.

LULISMO EM PORTUGAL - Foi persistente a influência do Lulismo em Portugal, atingindo mesmo certa irradiação (séculos XV-XVI), desenvolvendo-se a produção literária, de valor desigual, em três direcções ou tendências (seguindo a classificação proposta por Carreras Artau):
A) Polémico-racionalista, de que ficaram numerosos testemunhos da disputa religiosa de cristãos contra judeus e muçulmanos, sendo obra capital o «Livro da Corte Enperial» (século XV), tendo Lúlio servido não só de inspiração quanto à temática e finalidade apologética como ainda no directo aproveitamento textual( Cruz Pontes).
B) Lógico-enciclopedista, atestada por vastas compilações, em códices medievais pertencentes às bibliotecas monásticas de Sta Cruz de Coimbra e de Sta Maria de Alcobaça.
Denotando persistência de preocupações lulianas até ao século seguinte, ficou-nos o incunábulo gótico «Ars inventiva veritatis cum Commento»(Valência,1555).
Em 1431, documenta-se a presença em Lisboa de um Mestre Adrião, que ensinava porventura em escola privada, a arte luliana: e será a esses sequazes de Lúlio que D. Duarte, no «Leal Conselheiro» alude, censurando neles a intenção demonstrativa nas matérias do Dogma, pela sua racionalização, muito embora, no domínio da Moral, o monarca cite como autoridade e aceite, em vários passos da obra, teses lulistas.
Registam-se ainda influências lulistas, mais ou menos esparsas, em outra obras da época, como a «Virtuosa Bemfeitoria» e o « Bosque Deleitoso».
C) Mística,feição que tem levado a atribuir papel relevante à formação da mundividência colectiva portuguesa, e que explica, senão contribuiu, para originar a Expansão.
Segundo um dos mais destacados defensores desta tese, Jaime Cortesão, os franciscanos teriam sido «os principais criadores da mística dos descobrimentos» e, por sua vez , como intérprete dos ideis seráficos, Lull é considerado « o tipo porventura mais perfeito do tipo de proselitismo franciscano».
Com efeito, o Maiorquino defendeu o apostolado missionário com vista à conversão dos gentios, e daí a apologia do estudo das línguas orientais, sobretudo do árabe, a conquista dos estados muçulmanos desde Ceuta até ao Levante , chegando a sugerir, segundo Beazley, o plano, de circum-navegar a África para alcançar a Índia.
Sob este aspecto, as preocupações da época pela cartografia, astrologia, astronomia e náutica levavam a descobrir novos motivos de interesse no «opus»luliano, ou em escritos apócrifos (pseudo-lulismo)de carácter esotérico e cabalístico.
No Renascimento, o Lulismo traduz-se na terminologia e na feição de teologia racionalizante de algumas obras portuguesas, denotando por vezes a nova ambiência pré-reformista, como no caso de Gil Vicente( A.J. Saraiva)ou, com matizes humanistas, na «Ropica Pnefma» de João de Barros.

actualidade de ramon lull-1



3730 caracteres

Actualidade de Ramon Lull

A VIDA DE UMA VIDA

Nascido provavelmente em 1232 e provavelmente falecido em 1315, foram, pelo menos, 83 anos de energia invencível, que não deixaram de aborrecer solenemente as autoridades inquisitoriais da época e continuam perturbando os vindouros. A própria Igreja, que o classificou de Doutor Iluminado, em devido tempo e latim, e lhe deu um dia no calendário cristão - 28 de Março - não soube ainda muito bem como digerir este santo e mártir/, que dominou, com a ajuda de Deus ou do Demónio, a ciência da época, criou quase ex-nihilo a língua literária catalã, deixou rastro premonitório nas terras do levante islâmico, foi delapidado por muçulmanos, tentou o primeiro «aggiornamento» entre árabes e cristãos, e permanece ainda hoje tão actual, tão enigmático e tão inviolável a biógrafos como o foi sempre.
Quando se julgava que toda a Europa dormia o sono dos justos, na letargia da passividade, encontrava-se em ebulição este vulcão chamado Ramón Lull e que ainda hoje não está extinto. O tempo «apagado» de obscurantismo católico, que foi a contemporaneidade de Llull, torna-o ainda mais luminoso.

Actualidade de uma vida

Como quem já previa a crise mundial do momento, o livro(*) sobre o cavaleiro e eremita maiorquino é exemplar de oportunidade: o mesmo homem que pregou a vocação universalista do cristianismo e a cruzada para a reconquista das terras santas, o que fez missão de converter os infiéis, ficou - paradoxalmente? - na história como o grande divulgador da cultura muçulmana e introdutor dos estudos árabes no Ocidente. Para isso ele aprendeu a língua árabe, ao que consta com um seu criado desta nacionalidade. Como acentua a autora, «esta é apenas uma das ironias do seu destino paradoxal».
A não luxuosa mas preciosa edição, lançada pela Dom Quixote, vem enriquecida pela tradução da «Vida Coetânea», um dos raros indícios biográficos que existem sobre o Doutor Iluminado. Em 1913, Ramón Lull conta a sua vida, presumivelmente aos amigos da Cartuxa de Vauvert, narrativa que mão anónima redigiu, provavelmente a dele próprio. Uma tábua sincrónica ajuda a balizar, com nomes e datas, a vida sem balizas de Ramón.
O livro de Luísa Costa Gomes é também um incitamento ao estudo do «sistema lulliano», que, sob a designação de «lullismo», conseguiu provocar uma polémica ainda hoje em aberto: por mais longe que se vá no desvendar da personalidade deste enigmático senhor - e poucos terão ido tão longe na ousadia de a «imaginar», como o faz Luísa Costa Gomes - muitos são os escaninhos e meandros que permanecem indecifráveis. Não só pelo número impressionante de obras que deixou, - alguns apontam para quatrocentos títulos - não só pela vastidão de matérias e ciências que abrangeu, mas pelo carácter paradoxal que domina o seu itinerário de «extraterrestre» e «mutante» antes do tempo. Algumas facetas deste homem ficariam sempre por averiguar: em «Vida de Ramón», parece ter sido a personalidade do alquimista, negada posteriormente pela Inquisição, aquela que a autora também preferiu não enfatizar. Mas, curiosamente, era no domínio do «oculto» que o processo seguido por esta biografia «imaginada» poderia operar com maior legitimidade. Não estranhemos, aliás, que ela ou alguém volte a pegar em Ramón, para reimaginar algumas das várias vidas e personalidades que nele parece terem coexistido e que nunca ficarão suficientemente tratadas, por mais que exaustivamente alguém as trate.
Também nesse aspecto, esta é uma «biografia aberta», o primeiro passo de um caminho, o primeiro avanço numa pesquisa, numa estrada que conduz ao infinito. Mérito de Luísa Costa Gomes é ter visto que ao agarrar Ramón era a ponta da meada que agarrava.

Albergado en:blogdiario.com

Noticias: Noticias

Un servicio de HispaVista