cesbron





terça-feira, 20 de Setembro de 2005

GILBERT CESBRON:
NEM POBRE, NEM PADRE, NEM OPERÁRIO

Falecido em Agosto de 1979, Gilbert Cesbron escreveu muito mas eu retenho dele, apenas, o que a editora Tavares Martins, do Porto, publicou em 1954, em tradução de C.C. e que tive a sorte de reencontrar hoje na Feira de Velharias de Paço de Arcos: «Os Santos Vão para o Inferno» fala dos padres-operários, tema que, na altura (anos 50), estava mais em voga do que hoje. E talvez Cesbron tivesse contribuído para essa voga.
É um romance quase reportagem cheio de subtilezas e particularmente fascinante na descrição rápida das pequenas grandes coisas, mesmo do latente conflito que opunha, então, num bairro pobre de Paris, comunistas e padres operários. Cesbron não o oculta e com a sua capacidade de síntese diz isso no prefácio da edição portuguesa que guardo na minha biblioteca do gato:
«Aos meus amigos de Sagny, ofereço esta história que não tinha o direito de escrever, porque nunca fui pobre, nem padre, nem operário.».

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GILBERT CESBRON

«Nasceu em Paris a 13 de Janeiro de 1913.
Frequentou o Liceu Condorcet, depois a Escola das Ciências Políticas na mesma cidade. Na guerra de 1939 foi mobilizado como oficial de artilharia.
Tem já uma longa carreira literária: LES INNOCENTS DE PARIS, obra que obtém em 1944 um grande prémio e está traduzida em nove línguas; em 1946, ON CROIT REVER; em 1947, LA TRADITION FONTQUERNIE que recebe no mesmo ano o «Prémio dos Leitores»; em 1948, NOTRE PRISON EST UN ROYAUME que é galardoada com o «Prémio Sainte Beuve».
Na mesma altura, representa-se em Paris a sua primeira peça de teatro BRISER LA STATUE. Em 1950, uma segunda peça de grande êxito IL EST MINUIT, DOCTEUR SCHWEITZER da qual extraíram um filme. Também em 1950 publica o romance LA SOUVERAINE e em 1951 o livro de contos TRADUIT DU VENT. O romance LES SAINTS VONT EN ENFER, publicado em 1952, tornou o seu nome conhecido em todo o Mundo.
O ano de 1953 vê aparecer um novo livro deste notável escritor. Gilbert Cesbron é casado e pai de quatro filhos.»

Comentarios

Eu li na juventude o «Cães Perdidos Sem Coleira» e fiquei fascinado.


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